Pesquisa
Filters
Fechar

Arte Bordallo

Réplicas do vastíssimo legado de Raphael Bordallo Pinheiro e seu filho, Manuel Gustavo Bordallo Pinheiro, até 1920, hoje produzidas pelas mãos dos artesãos da Fábrica, utilizando técnicas centenárias. 

Bilha - Bilha Segredo

Caixa - Caixa musgada com asa berbigão

Caixas - Caixa musgada com asa percebes

Figuras Movimento - Gabão Aveiro

Figuras Movimento - Guilherme Azevedo

Amêijoa

A amêijoa é um bivalve com uma grande diversidade de espécies. Possui uma concha que pode variar entre o cinzento claro e o castanho escuro ou os tons creme, castanhos ou acinzentados, com estrias e linhas bem marcadas, apresentando um quadriculado caraterístico da espécie. Este molusco vive no fundo do mar, perto da costa, ou nos leitos dos rios e lagoas, enterrado na areia ou na lama. É um animal filtrador e alimenta-se de microalgas arrastadas pelas correntes, capturadas através de um prolongamento em forma de tubo ou sifão. A sua reprodução ocorre no verão.

Andorinha 6

Em 1896, Raphael Bordallo Pinheiro regista a patente das suas andorinhas de cerâmica, provavelmente, ao perceber que se podiam transformar num verdadeiro símbolo português. Não de enganou, as andorinhas do artista começaram em bandos a habitar as casas, em Portugal e nos vários países onde portugueses residiam, sendo fácil identificá-las pelas andorinhas.

Berbigão

O berbigão é uma concha escavadora e filtradora que vive enterrada a uma profundidade de mais ou menos 5 centímetros, na areia ou na lama, onde filtra o fitoplâncton da água para sua alimentação. Se ameaçado, pode afundar-se rapidamente pela retração do pé que o mantém ancorado, o que por vezes lhes permite escapar de seus predadores. É muito comum e pode ocorrer em densidades de até 10.000 animais por metro quadrado. Por possuir alta tolerância a ambientes de salinidade reduzida, também é frequentemente encontrado em estuários.

Cantaril

O cantaril, avermelhado no dorso e rosa esbranquiçado no ventre, tem um corpo robusto, olhos grandes e salientes e possui espinhos muito caraterísticos. É encontrado no Atlântico nordeste e nos arquipélagos da Madeira e dos Açores, onde habita no fundo marinho, de 200 a 1 000 metros, muitas vezes entre destroços submarinos. É uma espécie solitária que se junta apenas no verão, na altura da reprodução. Alimenta-se de peixes e crustáceos durante o dia, ficando inativo durante a noite.

Caranguejo

Os caranguejos são crustáceos que conseguem sobreviver dentro e fora de água. Os seus corpos achatados estão cobertos por uma carapaça dura que lhes assegura proteção. Têm também patas compridas e finas que lhes permitem caminhar debaixo de água, nadar e abrir covas. As pinças, utilizadas para atacar e apanhar as presas, constituem o primeiro par de patas. As suas antenas desempenham diversas funções, incluindo a de órgãos sensoriais, permitindo-lhes detetar alimentos. Os seus olhos salientes podem recolher-se dentro da carapaça, para maior segurança. De ábitos noturnos, costuma passar o dia escondido entre rochas e corais.

Carapau

O carapau tem um corpo alongado, cinzento com matizes azuis no dorso e prateado no ventre e flancos. É encontrado no Atlântico nordeste, no Arquipélago da Madeira e no Mar Mediterrâneo, onde habita desde a superfície até ao fundo, em zonas costeiras com 100 a 200 metros de profundidade. Forma grandes cardumes que efetuam migrações consideráveis, alimentando-se de pequenos peixes, crustáceos e moluscos. Reproduz-se de dezembro a abril. O carapau pode designar-se jaquinzinho ou chicharro, consoante o seu tamanho.

Charroco

O charroco (também designado encharroco ou peixe-sapo), tem uma cor castanha esverdeada e alimenta-se de caranguejos e pequenos peixes. É um animal solitário que emite sons e habita habitualmente na areia ou em cavidades, podendo viver até 10 anos. Não possui escamas e os seus olhos situam-se no topo da cabeça. Trata-se de uma espécie marinha de água salobra, atingindo, nos indivíduos do sexo masculino, os 50 centímetros de comprimento.

Chicharro

Peixe bastante comum no Oceano Atlântico e por todo o Mediterrâneo, o chicharro nada geralmente em numerosos cardumes ao longo de toda a costa portuguesa e atinge uma profundidade moderada. Realiza migrações consideráveis, alimentando-se de pequenos crustáceos, peixes e moluscos, e reproduz-se entre dezembro e abril.

Faneca

Habita no Oceano Atlântico nordeste, desde o sul da Noruega até Marrocos, e no Mar Mediterrâneo, em zonas rochosas ou arenosas, formando pequenos cardumes. Os jovens vivem mais próximo da costa, podendo penetrar em estuários. Na primavera, para se reproduzir, desloca-se para zonas mais próximas da costa. Alimenta-se de crustáceos, moluscos e pequenos peixes e o seu comprimento máximo é de 45 centímetros.

Goraz

O goraz possui tons avermelhados e uma mancha negra junto à cabeça, e tem a particularidade de o interior da sua boca ser laranja avermelhado. É encontrado no Atlântico nordeste, onde habita junto ao fundo marinho, até aos 700 metros, vivendo os juvenis em cardumes mais perto da costa. Alimenta-se de pequenos peixes, crustáceos e moluscos. Reproduz-se no verão e no outono.

Lagosta

A lagosta, com as suas caraterísticas antenas e pinças, é um crustáceo com um corpo que pode atingir os 50 centímetros de comprimento, revestido por uma espessa carapaça espinhosa. A lagosta gosta de locais de vegetação ou áreas rochosas, desde que existam muitos moluscos para se alimentar. Durante o dia, permanece escondida nas cavidades das rochas ou em emaranhados de algas. À noite, sai em busca de alimento, retornando ao abrigo de manhã. Quando ameaçada, a lagosta desloca-se rapidamente dobrando o abdómen, com a cauda aberta em leque, ao mesmo tempo que mantém as patas e antenas orientadas para a frente. A lagosta é encontrada entre 70 e 200 metros de profundidade, mas costuma aproximar-se da costa durante o período de reprodução.

Mexilhão

O mexilhão é um molusco bivalve com uma concha oval de cor negra, através da qual se consegue agarrar a outros organismos. É encontrado no Atlântico nordeste e na costa portuguesa, em estuários e habitats oceânicos, vivendo em zonas rochosas entre marés, até aos 10 metros de profundidade. Fixa-se nas rochas agrupando-se em grandes “cachos” por via de uma estrutura chamada bisso, alimentando-se de fitoplâncton e outras partículas orgânicas através de filtração.

Pargo

Os pargos juvenis encontram-se normalmente em áreas pouco profundas e abrigadas, migrando depois para zonas mais profundas. Na sua fase adulta, o pargo habita, sobretudo, em profundidades entre os 50 e os 150 metros. Porém, peixes desta espécie podem ser encontrados até aos 250 metros de profundidade. Os pargos agrupam-se em cardumes e os maiores exemplares podem chegar aos oito quilos. Estes exemplares só são encontrados longe da costa e em águas mais profundas.

Percebes

O habitat natural do percebe são as rochas localizadas na zona entre marés, embora possamos encontrá-los em áreas um pouco mais profundas. Vivem em conjunto, formando grandes “cachos”, fixados firmemente às rochas, que são a sua defesa contra os mares mais bravos. Curiosamente, os percebes desenvolvem-se mais rapidamente onde existe maior agitação. Estes crustáceos são uns verdadeiros resistentes que vivem expostos à rebentação das ondas na base das falésias. Porém, como têm pouca capacidade de locomoção, são por vezes arrastados pelas correntes oceânicas.

Robalo

O robalo tem um corpo alongado de cor cinzenta prateado, com reflexos azuis. É encontrado no Atlântico nordeste e no Mar Mediterrâneo, onde habita em cardumes junto aos estuários, enquanto juvenil, pois adapta-se a águas de baixa salinidade. Em adulto habita águas até aos 100 metros de profundidade, vivendo mais solitário. Alimenta-se de peixes, crustáceos e moluscos. Reproduz-se de janeiro a abril.

Ruivo Grande

O ruivo é uma espécie que nidifica na nossa costa a profundidades consideráveis. Alimenta-se de pequenos moluscos, crustáceos e alguns peixes. Como o próprio nome indica, a cor deste peixe é o vermelho alaranjado. Tem cristas e placas ósseas na cabeça e ao longo do dorso. As barbatanas peitorais são muito grandes, lembrando asas. O ruivo é um peixe que prefere as águas frias dos fundos, onde vive, pesando no máximo, entre 8 a 10 quilos.

Ruivo Pequeno

Salmonete

O salmonete é um peixe avermelhado de pequenas dimensões. É encontrado no Atlântico nordeste e Mar Mediterrâneo, onde habita no fundo do mar, até aos 100 metros. Forma cardumes e alimenta-se de crustáceos, pequenos moluscos e peixes. Reproduz-se do final do inverno até ao início do verão. Os salmonetes juvenis habitam mais à superfície, apenas indo para águas mais profundas quando atingem a idade adulta. Os dois barbilhões debaixo do seu queixo são órgãos sensoriais que usa para tactear o fundo e encontrar comida.

Santola

A santola tem uma carapaça convexa arredondada, de cor avermelhada ou acastanhada, com numerosos pequenos espinhos. É usual estar coberta de algas e anémonas, confundindo-se com o meio circundante. Habita no Atlântico nordeste, no Arquipélago dos Açores e Mar Mediterrâneo, em fundos arenosos e rochosos de águas dos 10 aos 150 metros de profundidade. Alimenta-se do que encontra no fundo, incluindo algas e pequenos bivalves. Reproduz-se de maio a julho. As fêmeas de santola acasalam após a muda de carapaça, ficando mais vulneráveis aos predadores, razão pela qual os machos da sua espécie formam uma barreira de proteção ao seu redor.